18 abril 2010

Geração Fast Food

Hoje em dia é muito difícil encontrar alguém que não goste de fast food.Mas nem sempre tudo que é mais gostoso é realmente a melhor escolha. O artigo a seguir explica melhor como nos tornamos a "Geração Fast Food":

Um dia um cara chegou pra uma garota e disse, se você fosse um sanduíche, seu nome seria X-Princesa. A cantada tornou-se um clássico. Porém, seria engraçado demais se não fosse preocupante demais.

Outro dia vi na televisão alguém dizer, somos a geração fast food. Achei na hora um tanto engraçado, mas depois de alguns momentos me pus a pensar e refletir e percebi que de engraçado mesmo não havia nada. Era uma realidade a apavorante.

Segundo a Wikipédia, a enciclopédia eletrônica, Fast-food (”comida rápida” em inglês) é o nome genérico dado ao consumo de refeições que podem ser preparadas e servidas em um intervalo pequeno de tempo. São comercializados desta maneira os sanduíches, pizzas e pastéis (no Brasil), entre outros.

A definição não é mais a completa, mas nos serve. Tudo nos dias atuais segue essa praxe, de comida rápida, preparadas em pequenos tempos, não requer requinte, nem preparo sofisticado, é tudo na hora, pediu, comeu, pagou, acabou, vamos para outra. Isso reflete um pouco as nossas relações, os relacionamentos mordernos, em que tudo é feito de maneira rápida, conhecemos alguém na sexta, namoramos no sábado, no domingo acabamos, na segunda começamos tudo outra vez.

E vira tudo uma técnica, nós desprezamos valores e sentimentos. Tudo se torna uma conquista barata, basta vislumbrar os títulos literário no mercado, como agarrar um homem em dez dias, o segredo da mulher apaixonante, como ter o seu grande amor, etc, etc, como se a outra pessoa não tivesse sentimento, inteligência, basta seguir as regras, as técnicas de conquistas e pronto a pessoa é sua.

Como em nossas refeições, que escolhemos os acompanhamentos, que podemos dispensar determinardas verduras ou codimentos, onde optamos por cebola ou não, assim também nos colocamos diante das pessoas, registrando nossas opções, quero uma pessoa bonita, magra, alta, loira, ou, alguém inteligente, culto, lindo, como se as pessoas estivessem num balção de negócios, como se fosse objetos com funções, itens, aditivos, e nós que nos achamos perfeitos fazemos nossas escolhas, nossos pedidos, temos nossa preferência.

Também com os nossos objetos de usos, mal compramos um aparelho, um eletrodoméstico, o mercado lança um novo e lá vamos nós em busca do mais moderno, cheio de funções, pequeno, sofisticado. Alguém ainda se lembra do primeiro celular que comprou, a marca, as funções e qual o fim destinado a ele? Acho que não, não lembramos, é tudo muito rápido, tudo muito prático, nós não conseguimos mais criar mais elos com as pessaos, com as coisas, tudo nos irrita, tudo nos angustia e nós apagamos, jogamos fora, quando nos causa o menor transtorno, deletamos sem o menor esforço.

E como toda comiga rádipa, feita na hora, prática, barata e que nos causa mal, ela tem o seu cárdio, o seu menu, e nós também temos a nossa tabela, lá estamos nós com as frases dos msns, com as fotos nos fotologs, com os recados dos orkuts, nos colocando a disposição, expondo nossas “qualidades”, avisando ao mundo, aos outros, o que somos, o que acabamos de conseguir, nossas dores, tristezas e alegrias, nessa crise que se estabeleceu entre o público e o privado.

Muitas vezes as comidas rápidas primam mais pela quantidade do que pela qualidade, assim é fácil encontrar promoções do tipo, coma dois e pague um, compre três e um quarto é grátis, nos dando a sensação de que estamos fazendo uma grande vantagem, quando esquecemos os efeitos da acumulação de gorduras e aumento do índice de colesterol. O mesmo, fazendo uma transferência, se dirá nas nossas vidas, sendo os efeitos contrários, de ausência, de tédio, vazio existencial. De tanto adquirirmos objetos, bens, sentiremos um tédio, pois nada nos satisfará, a mudança constante de modelos, a ânsia irrefletida e infreável por adquirir, possuir, logo se tornará cansativa, pois a criatura perceberá que não haverá fim, que está num círculo, dando voltas, cultivando sempre os mesmos hábitos sem nunca findar.

De tanto relacionar-se superficialmente com outras pessoas, de forma rápida, a criatura sentirá um vazio, tanto parceiros, muitas pessoas que passaram por sua vida e nenhuma lhe casou um sentimento de afeição, apego, causará apatia, um sensação de indiferença.

Como não damos conta de tudo, das novidades, dos novos surgimentos, criamos escapismos, fazemos regressões, buscamos coisas do passado para suprir a nossa carência, a nossa falta de capacidade de gerenciar tudo que está ao nosso redor. Daí surgerem os velhos artistas, as modas do passado voltando, as gírias, os programas de tv, os filmes, tudo ganhando uma roupa nova, mas como toda moda é passageira, voltamos nós, após a sensação de preenchimento, a buscar coisas novas, experimentar, usar e descartar.

Será que já não está na hora da "Geração Fast Food" se tornar a "Geração Saúde"? Pense nisso!


Mil Beijos!

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